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Programa do Congresso

Programa

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Publicado o Programa IEA2012 de dia para dia. Veja a página Programa do Congresso/Programa Final para mais informações. (clique aqui para fechar)

Visão Geral

O Programa do IEA 2012 oferece uma diversidade de sessões e atividades. Adicionalmente, haverá uma ampla oportunidade formal e informal para troca de experiência e informações entre profissionais e colegas.

Haverá festas e desfiles de blocos carnavalescos durante toda a noite, nesta semana pré-carnavalesca, em Recife e Olinda. Para dar oportunidade a todas os participantes do congresso de conhecer estas atrações, todas as sessões paralelas e posters, sessões plenárias, simpósios, sessões especiais e estudos de casos empresariais terão início as 13:00 horas. Somente as reuniões especiais e workshops terão início pela manhã.

Veja a agenda do Congresso na tabela abaixo.

Agenda do Congresso



Domingo
Fev 12
Segunda-feira
Fev 13
Terça-feira
Fev 14
Quarta-feira
Fev 15
Quinta-feira
Fev 16
8:30 - 10:30 Workshop 8:30 - 10:30 Encontros Especiais
Workshops
10:30 - 10:45 Pausa
10:45 - 12:45 Workshop 10:45 - 12:45 Encontros Especiais
Workshops
12:45 - 13:30 Pausa
13:30 - 15:30 Workshop 13:00 - 14:30 Sessões Paralelas
Sessões de Posters
Simpósios
15:30 - 15:45 Pausa 14:30 - 16:00 Sessões Paralelas
Sessões de Posters
Sessões Especiais
Estudos de Caso em Empresas
15:45 - 17:45 Workshop
    16:00 - 16:30 Pausa
16:30 - 18:00 Sessões Paralelas
Sessões de Posters
Sessões Especiais
Estudos de Caso em Empresas
Cerimônia de
Encerramento
18:30 - 20:30 Cerimônia de
Abertura
18:00 - 19:00 Sessão Plenária
[Palestra]
Apresentação
de Carnaval
20:30 - 22:30 Show
Coquetel
19:00 - 20:00 Apresentação de Carnaval  
    20:30 - 1:00   Baile de
Carnaval
 

Sessão Plenária (Palestra)

Todos os dias, no início da noite, haverá uma variedade de palestras a sua escolha. Serão apresentados o que existe de mais atual na área da ergonomia nos seus diversos campos de conhecimento.

Cada sessão plenaria terá duração de 60 minutos e haverá tradução simultânea do inglês para o português.


Palestrantes confirmados:


Waldemar Karwowski


Waldemar Karwowski
Professor e Chefe do Departamento de Engenharia Industrial e Sistemas de Gestão da Universidade da Flórida Central, Orlando.

Título da Palestra
Os Desafios da Integração Humano-Sistemas em um mundo complexo: compreendendo as propriedades que surgem das interações Humano-Sistemas

Apesar do significante progresso científico da engenharia e do design ocorrido ao longo dos últimos cem anos e os recentes avanços na tecnologia da informação, a gestão de muitos dos sistemas industriais e de serviços de hoje, tais como a mineração, a exploração de petróleo e gás, a geração de energia nuclear, os meios de transporte (incluindo a aviação), ou os cuidados com a saúde continuam a ser um grande desafio para a sociedade global. Isto diz respeito as necessidades da integração humano-sistemas para a segurança e saúde de pessoas que estão envolvidas com a operação diária e manutenção dos mesmos, bem como a repeito da segurança e da saúde dos clientes, e dos cidadãos em geral. Apesar de muitos fatores, sejam da engenharia, sejam tecnológicos, organizacionais, de gestão, humanos, sociais, comportamentais, legais, culturais e outros, contribuirem para este desafio, são as interações de tais fatores que levam à complexidade cada vez maior destes sistemas que se manifestam em seus comportamentos imprevisíveis e indesejaveis. Exemplos de tais comportamentos que muitas vezes resultam na perda de vidas humanas e/ ou na alta potencialidade de danos ecológicos, econômicos, sociais e ambientais incluem desastres recentes na indústria de exploração de petróleo, na indústria de mineração, ou no setor de energia. Acredita-se que, a fim de melhorar a nossa capacidade de mitigar as suas consequências indesejaveis, precisamos ganhar a compreensão fundamental das propriedades emergentes que resultam das interações minuciosas dos componentes de sistemas complexos, incluindo os seres humanos nesses sistemas. Tal comportamento sistémico emergente (ou propriedade emergente) ocorre quando um número de simples entidades (agentes) operam em um ambiente, formando comportamentos mais complexos como um coletivo.

Esta apresentação irá focar as interações humano-tecnologia-ambiente vistas como a evolução dos sistemas multiagentes, nos quais os riscos a segurança e à saúde podem ser conceituados como comportamentos emergentes da evolução de sistemas adaptativos. Tais sistemas são configurações dinâmicas de pessoas, tecnologia e informações compartilhadas que evoluem, aprendem e se adaptam por meio de interações em rede de seus subsistemas constituintes. As propriedades emergentes de muitos sistemas tecnológicos que se manifestam em comportamentos inesperados e nocivos (por exemplo as quase colisões ou acidentes) representam o maior desafio para a engenharia e gerenciamento de integração de sistemas humanos de hoje. Além disso, uma vez que muitos sistemas tecnológicos contemporâneos também apresentam comportamentos caóticos, a fim de enfrentar adequadamente os desafios contemporâneos da integração humano-sistemas, um novo paradigma para a gestão de interações complexas e não-lineares de humano-tecnologia precisará ser desenvolvida.


Currículo Resumido

Waldemar Karwowski, P.E. é atualmente Professor e Chefe do Departamento de Engenharia Industrial e Sistemas de Gestão da Universidade da Flórida Central, Orlando. Ele fez mestrado (M.S. - 1978) em Engenharia de Produção e Gestão da Universidade Técnica de Wroclaw, na Polônia, e obteve um Ph.D. (1982) em Engenharia Industrial pela Texas Tech University, EUA.

Também lhe foi conferido um doutorado (D.Sc. -dr hab.) em Ciências de Gestão pelo Instituto de Organização e Gestão na Indústria (ORGMASZ), Varsóvia, Polônia (2004) além de diversos doutorados honoris causa, incluindo os da Universidade Estadual da Ucrânia do Sul de Odessa, Ucrânia (2004), Universidade Técnica de Koscie, Eslováquia (2006) e MIRA Universidade Técnica de Moscou, Rússia (2207). Dr. Karwowski recebeu a Certificação em Ergonomia Profissional (Board of Certification in Professional Ergonomics - BCPE), Sociedade de Fatores Humanos e Ergonomia dos Estados Unidos (HFES).

Suas atividades de pesquisa, ensino e consultoria focalisam-se na integração de sistemas humanos, na compatibilidade de sistemas de trabalho, na interação humano-computador, na prevenção do distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho em empresas de manufatura, na gestão da ergonomia, e nos aspectos teóricos da ciência de ergonomia. Ele é ex-presidente da Associação Internacional de Ergonomia (2000-2003), e da Sociedade de Fatores Humanos e Ergonomia dos Estados Unidos (2006-2007).

Hoje Dr. Karwowski atua como Editor do jornal Human Factors and Ergonomics in Manufacturing - John Wiley & Sons) e como Editor-Chefe do jornal Theoretical Issues in Ergonomics Science –TIES - Taylor & Francis, Ltd., Londres).


Barbara Silverstein



Barbara Silverstein
Programa (SHARP) Avaliação de Segurança e Saúde e Pesquisa para Prevenção, Departamento de Trabalho e Indústrias do Estado de Washington, EUA

Título da Palestra
O café move o mundo e a ergonomia pode lhe dar mais agilidade

A importância do café para a economia mundial não pode ser exagerada. É um dos produtos primários mais valiosos no comércio mundial, e em muitos anos, o segundo colocado em valor atrás apenas do petróleo como fonte de divisas para os países produtores. Seu cultivo, processamento, comercialização, transporte e marketing fornecem emprego para centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro. O café é crucial para a economia e a política de muitos países em desenvolvimento industrial. Para muitos dos Países Menos Desenvolvidos no mundo, as exportações de café são responsáveis por mais de 50 por cento das suas receitas cambiais. O café é uma commodity negociada nos grandes mercados de contratos de futuros sobre mercadorias e commodities, sendo os mais importantes Londres e Nova Iorque. Em 2000, 52 países, principalmente na África, América Central e do Sul, Sudeste da Ásia e Indonésia produziram café que encontra-se na segunda posição atrás apenas do petróleo em termos de produção de commodities. Em 1999, havia 108 milhões consumidores de café nos Estados Unidos.

O café é em grande parte colhido à mão, com exceção do Brasil, onde há alguma mecanização. Há uma preocupação cada vez maior com o papel que a produção de café tem provocado no meio ambiente, especialmente nas áreas de biodiversidade e no uso da água. O café orgânico cultivado na sombra vem sendo cada vez mais recomendado por reduzir o custo ambiental do cultivo do café. O custo para o colhedor de café tem recebido pouca atenção. Ergonomistas têm um papel muito importante em trazer à luz o custo humano na colheita de café e no desenvolvimento de soluções ergonômicas junto à indústria do café usando uma abordagem de ergonomia participativa.

Pesquisadores do programa SHARP no Estado de Washington e na Universidade de Nicarágua-Leon trabalharam com Pueblos en Accion Communitaria (PAC) para organizar este projeto. Foram avaliados os riscos músculo-esqueléticos e as soluções para a redução de potenciais riscos para colhedores de café na América Central e espera-se no mundo afora. Eletromiografia de superfície (EMG) foi utilizado para estimar as cargas sobre o músculo trapezio e os músculos extensores da espinha de 19 trabalhadores ocupados na colheita no norte da Nicarágua. A calibrição EMG foi realizada no início, meio e fim do turno. Os níveis médios finais EMG do trabalho são expressos em termos da porcentagem das contrações voluntárias máximas (% CVM) para o trapézio e os músculos infraspinhal e as contrações voluntárias de referência (%CVR) para o trapézio e os músculos infraspinhais. Os colhedores usaram cestas tradicionais e um protótipo de um saco de colheita de café.

Questionários sobre os trabalhadores foram realizados com os colhedores de café, no início, meio e fim da jornada de trabalho, utilizando mapas do corpo para identificar a localização e a intensidade da dor e desconforto, bem como as idéias dos trabalhadores sobre como melhorar as tarefas da colheita. Estas tarefas incluíam a colheita manual, o carregamento, descarregamento de cerejas de café, e o carregamento de sacos grandes de 60 até 70 kg em terreno ingreme para a área da casa grande da fazenda abaixo. Os trabalhadores alternaram o uso do prototípo de saco de colheita um dia e a cesta no outro dia. Eles usaram um grande cesto plano por cerca de 30 minutos no final de um dia. Esta cesta grande plana era mais tipicamente usada em áreas menos montanhosas da Nicarágua.


Currículo Resumido

Barbara Silverstein é desde 1990 a Diretora de Pesquisa do Programa Avaliação de Segurança Saúde e Pesquisa para a Prevenção (SHARP em inglês) do Departmento de Trabalho & Indústrias do Estado de Washington. Ela tem diploma de Mestrado pela Universidade da Califórnia em San Francisco, Mestrado em Saúde Pública em Epidemiologia e Saúde Ambiental e Industrial pela Universidade de Michigan, e PhD em Ciência Epidemiológica pela Universidade de Michigan.

Ela já trabalhou em questões relacionadas à Ergonomia na Organização para a Administração de Segurança e Saúde (OSHA, em inglês), no Centro de Ergonomia da Universidade de Michigan, no Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional, e no Departamento de Serviços de Saúde da Califórnia. Suas principais áreas de pesquisa são a identificação e o controle de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, a comparação de métodos de acompanhamento e de estudos de intervenção para controlar essas doenças. Além disso, ela já realizou pesquisas que tratavam da violência nos estabelecimentos de varejo na calada da noite e em instituições psiquiátricas. Ela realizou pesquisa de campo em uma variedade de indústrias, incluindo as de produtos eletrônicos, de processamento de carnes, aves e pescados,redação de jornais, da fabricação de eletrodomésticos, da fabricação de equipamentos médicos, do ambiente de trabalho de escritório, das fábricas de papel e celulose, fábricas de alumínio, serrarias, de construção, indústria automotiva, transportadoras rodoviárias, casas de repouso e hospitais. Ela atua como membro de uma série de comissões nacionais e internacionais e conselhos editoriais com relação à segurança e saúde ocupacional.

Dra. Silverstein recebeu o Prêmio Jorma Rantanen de Pesquisa em Saúde Ocupacional (2008) e o Prêmio Bernice Owen pela Pesquisa no Manejo e no Deslocamento Seguro de Paciente (2007). Ela participou das Avaliações Períodicas do NAS dos programas do Instituo Nacional para a Segurança e Saúde Ocupacional - NIOSH, em inglês - (Mineração e Avaliações de Risco para a Saúde). Ela é presidente do Comitê Científico Consultivo do Instituto do Trabalho e Saúde (IWH, em inglês) em Toronto e já atuou no Conselho NIOSH de Conselheiros Científicos, na Secção de Estudos NIOSH, e nos Comitês sobre os Distúrbios Músculo-esqueléticos relacionados ao Trabalho (WSMD, em inglês) da Pauta Nacional das Pesquisas Ocupacionais (NORA) e do Setor de Atendimento a Saúde, e ainda no Comitê Executivo da Associação Internacional de Ergonomia (IEA) aonde ela atua como presidente da comissão sobre os países em desenvolvimento industrial (IDCs, em inglês). Ela faz parte do conselho editorial de três revistas especializadas avaliadas por pares.

Seus estudos atuais incluem a) avaliação da implementação de legislação sobre o Manejo Seguro de Pacientes (SPH em inglês) em Washington e Idaho, b) estudo patrocinado pelo Bureau de Estaísticas Laboriais (BLS, em inglês) sobre comparações das reinvidicações para Compensação de BLS e dos Trabalhadores a respeito de amputações e da síndrome do túnel carpal, c) agressões em hospitais psiquiátricos, d) estudo prospectivo de distúrbios músculo-esqueléticos em extremidades superiores em ambientes industriais e instituições de saúde, e) implementação de SPH em instalações da Administração da Saúde de Veteranos (VHA, em inglês), f) Ênfase na Redução de Ferimentos através do Acompanhamento (TIRES, em inglês), g) Impacto de consulta e obrigatoriedade nas taxas de incidência de compensação de trabalhadores, e a Avaliação de carga músculo-esquelética em colheitadores de café da Nicarágua.


Dave Moore




Dave Moore
Equipe de Risco e Design da Scion, Nova Zelândia

Título da Palestra
Fatores humanos e desenvolvimento sustentável

O Comitê Técnico de Fatores Humanos e Desenvolvimento Sustentável da Associação Internacional de Ergonomia (IEA) foi formado em 2009. Esta palestra descreve algumas novas oportunidades e papéis emergentes para a comunidade FH/ E relacionados com o Desenvolvimento Sustentável em geral e a mudança climática equilibrada com a erradicação da miséria, em particular. Estes incluem a participação no projeto de: sistemas relacionados à transição para economias de baixo carbono, ferramentas de apoio à decisão e métodos eficazes de trabalho distribuído.

Oferecemos também uma nota de advertência que os esforços para a análise de responsabilidade social e do ciclo da vida social podem ter impactos indesejados de exclusão. Conclui-se que a comunidade FH/E está bem equipada para desempenhar um papel valioso, tanto na aplicação de técnicas tradicionais a novas indústrias, como em novos papéis em equipes mais amplas.


Currículo Resumido

Dr. Dave Moore é ergonomista pesquisador da Equipe Interdisciplinar de Risco e Design da empresa Scion na Nova Zelândia. Scion é parte de uma família de Institutos de Investigação estatais centradas no desempenho nas indústrias localizadas no solo. Originalmente formado em arquitetura, suas áreas de atuação profissional agora incluem: o ambiente construído, a adaptação às alterações climáticas, a transferência dos conhecimentos e tecnologias e o desempenho do sistema nas indústrias primárias.

Ele atua na Associação Internacional de Ergonomia há uma década; inicialmente como Editor do Boletim da IEA, e nos últimos cinco anos em vários papéis de presidir o Comitê Técnico (CT) para Indústrias Primárias e a partir de agora Fatores Humanos em Desenvolvimento Sustentável CT.

Dr. Moore é atual membro do Conselho da IEA e ex-presidente da Sociedade de Ergonomia na Nova Zelândia, e atuou como Convocador do Conselho de Certificação de Ergonomistas da Nova Zelândia.


Kenji Kurakata & Georg Krämer




Kenji Kurakata & Georg Krämer


Título da Palestra
Design acessível, Sustentabilidade e o papel das Normas internacionais

A acessibilidade é um componente vital no elemento social da Sustentabilidade. É o grau pelo qual um produto, dispositivo, serviço, ambiente, ou instalação pode ser usado por tantas pessoas quanto possível, incluindo pessoas com deficiência. A importância da Acessibilidade é sinalizada pelo fato de que o número de pessoas com deficiência, seja ela congênita, adquirida ou como resultado de idade, é estimado em cerca de 650 milhões no mundo inteiro. Configuram a maior minoria do mundo e este número está crescendo devido ao crescimento da população, aos avanços médicos e ao envelhecimento das populações.

A ISO, Organização Internacional para Padronização, faz uma grande contribuição para a Sustentabilidade através das suas Normas Internacionais, incluindo a ISO 14001, Gestão Ambiental, e a ISO 26000, Responsabilidade Social. Ao mesmo tempo, a ISO reforça a Acessibilidade por definir as mesmas normas em todo o mundo para produtos, dispositivos, serviços, ambientes e instalações accessíveis, promovendo assim a oferta de produtos, serviços e ambientes que melhorem a qualidade de vida para todos por parte de fabricantes, governos, entidades reguladoras, designers e arquitetos.

O Design acessível minimiza a modificação do design de produtos, serviços e ambientes, economiza materiais e energia, e, assim, contribui ainda mais para a Sustentabilidade. O Comitê Técnico dedicado da ISO, ISO/TC 159, desenvolve Normas Internacionais, coleta dados, reúne e difunde os conhecimentos de design acessível, e canaliza as novas tecnologias para designers e para o público. Exemplos de aplicação incluem produtos de consumo, páginas Web, edifícios e transportes.

No entanto, após duas décadas promovendo a acessibilidade na sociedade e a padronização, tem que ser afirmado que ainda há uma falta de compreensão, consciência, e conhecimento, mesmo entre os especialistas em design. Esta palestra seleciona exemplos da experiência da ISO no desenvolvimento de Normas de Acessibilidade na área da ergonomia, traça as iniciativas tomadas a nível europeu e internacional para alcançar um "modelo social" da deficiência, e apresenta os resultados de um workshop internacional de grande importância sobre a Acessibilidade realizado em Genebra, Suíça, em 2010.


Currículo Resumido

Kenji Kurakata é o Líder do Grupo de Pesquisa Design Acessível no Instituto de Pesquisas da Tecnolgia Humana, Instituto Nacional de Ciência Industrial Avançada e Tecnologia (AIST), no Japão. Ele completou seu doutorado na Universidade de Osaka em psicoacústica em 1994. Seu interesses de pesquisa incluem o design da interface homem-máquina, a partir de informações auditivas e medição e modelagem dos efeitos do envelhecimento que afetam a audição.

Além das pesquisas científicas, ele tem se empenhado na normalização internacional na ISO como Coordenador do TC 159/SC 4/WG 10 "Design acessível para produtos de consumo" e do TC 159/SC 5/WG 5 "Ambientes físicos para pessoas com necessidades especiais" e Secretário do TC 159/WG 2 "Ergonomia para pessoas com necessidades especiais ". Ele também é membro da ISO/IEC JTAG para a revisão do Guia 71 da ISO/IEC, representando o TC 159 com o Sr. Georg Krämer.


Georg Krämer se formou em Física em 1983 pela Universidade Johannes Gutenberg de Mainz. De 1983 a 1992, ele foi pesquisador no campo da óptica e optoeletrônica no Spectron-Optik-GmbH. Desde 1992 ele é um executivo em saúde e segurança e um membro do conselho técnico da VBG, uma companhia estatutária alemã de seguros de acidente.

O foco dos seus principais interesses é na segurança e saúde no trabalho a fim de melhorar o bem-estar e a segurança dos seres humanos, bem como a eficiência do sistema. Nesta área, ele é responsável por empresas em diferentes ramos.

Georg Krämer atua no campo da normalização em ergonomia desde 1999. Ele é o atual presidente do CEN/TC 122 "Ergonomia" e o coordenador da CEN/TC 122 WG2 "princípios de design ergonômico", bem como presidente da ISO/TC 159 SC1 WG1 "Ergonomia" e coordenador da ISO/TC 159 SC1 GT1 "Princípios de ergonomia e design ergonômico". Nesta função, ele é responsável pelo desenvolvimento de Normas Europeias e Internacionais em ergonomia.


Elías Apud



Elías Apud
Diretor da Unidade de Ergonomia, Faculdade de Ciências Biológicas,
Universidade de Concepción, Chile


Título da Palestra
A Ergonomia na mineração: uma experiência no Chile

É bem conhecido que a mineração é uma atividade perigosa. O índice de acidentes graves é muito alto e se reflete no número de acidentes, especialmente naqueles com conseqüências fatais. Por exemplo, no Chile, as estatísticas do "Serviço Nacional de Mineração e Geologia" (SERNAGEOMIN) constatou que 43 mineiros morreram em acidentes de trabalho durante 2010. Estes números críticos sublinham a necessidade de aumentar as atividades de ergonomia na mineração, visando a redução dos riscos à saúde e segurança, mas há também um objetivo ainda mais ambicioso, que é equilibrar a qualidade de vida no trabalho e a produtividade. Isso é válido tanto para mineração subterreanea quanta a de superfície.

O objetivo desta apresentação, com base na experiência adquirida no Chile, depois de muitos anos promovendo ergonomia na indústria de mineração, é analisar os problemas presentes e futuros que terão de ser enfrentados em muitos países onde a mineração é uma importante fonte de renda e emprego.

Se olharmos para o futuro, temos que insistir na necessidade de considerar a análise ergonômica na fase inicial de qualquer projeto de mineração. No entanto, também é verdade que os sistemas atualmente em funcionamento requerem um passo consistente para permitir a correção de muitas deficiências ergonômicas encontradas no trabalho real. Neste sentido, é importante superar o conceito de ergonomia "estática", focada em locais de trabalho que é válido para escritórios e as operações de maquinaria, mas não para um grande número de mineiros se deslocando para diferentes postos de trabalho, integrados em sistemas de complexidade diferente. Por exemplo, os problemas enfrentados pelos trabalhadores que fazem a manutenção de máquinas pesadas são uma espécie de "pesadelo" ergonômico, porque eles realizam a maior parte do seu trabalho na aplicação de forças de magnitudes diferentes, em posições desconfortáveis, em lugares de difícil acesso e muitas vezes de pé em superfícies instáveis. A conseqüência, em algumas minas do Chile, é que cerca de 50% das ausencias ao trabalho por motivos de saúde é devido aos distúrbios músculo-esqueléticos. O problema principal nestes tipos de trabalho é que não existem recomendações padrão e a busca de soluções parece ser na implementação de programas participativos de ergonomia.

A participação requer inovação nas maneiras da capacitação dos trabalhadores. No Chile preparamos material na forma de cartilhas e cursos de aprendizagem eletronica (e-aprendizagem). Os trabalhadores são qualificados em cursos teóricos e práticos de ergonomia e, posteriormente, os que estão interessados se tornam parte de grupos de trabalho participativo. A idéia é que as mudanças devem ser feitas após uma análise cuidadosa com os trabalhadores e gestores. Por isso os grupos são configurados para constituir-se de representantes de ambos. Exemplos de inovações participativas serão amplamente discutidos na esperança de que o modelo aplicado no Chile pode ser útil para outros países que enfrentam problemas ergonômicos semelhantes.

Finalmente, na América do Sul, particularmente nos países andinos, a mineração vem progressivamente sendo realizando em ambientes extremamente críticos. Nas minas situadas em torno de 5.000 metros acima do nível do mar, a sensação térmica pode cair até -35ºC. Isto se configura um desafio sobre qual a maneira de proteger os mineiros efetivamente. A adaptação à alta altitude e a exposição ao frio foi tradicionalmente estudada por fisiologistas, mas ergonomistas precisam realizar pesquisas para conhecer os limites de trabalho em tais condições e traduzir os resultados em recomendações para melhorar a organização do trabalho. Isto não é fácil e será discutido durante a apresentação na esperança de motivar os jovens pesquisadores a se interessarem por esta linha difícil mas fascinante de pesquisa.


Currículo Resumido

Professor Elías Apud é Diretor da Unidade de Ergonomia da Universidade de Concepción, Chile. Graduou-se com um diploma em Ergonomia da Arbetsmedicinska Institutet, da Suécia, em 1971. Ele possui mestrado em Ciências pela Universidade de Loughborough (1978) e obteve um doutorado (PhD) pela mesma Universidade em 1983.

Referente às suas atividades de ensino, ele é diretor do curso de mestrado em Ergonomia oferecido pela Universidade de Concepción. Ele também é Diretor do Diploma de e-aprendizagem em Ergonomia daquela Universidade.

As principais áreas de interesse de pesquisa do Professor Apud são a ergonomia florestal e a ergonomia na mineração. Ele já recebeu Prêmios reconhecendo as suas contribuições de destaque ao Desenvolvimento da Ergonomia nos países em desenvolvimento da União Internacional das Organizações de Pesquisas Florestais (IUFRO, 2000), da Associação Latino-Americana de Segurança e Higiene (ALASEHT, 2005), da União Latino-Americana de Ergonomia (ULAERGO, 2007), da Associação Internacional de Ergonomia (IEA, 2009) e da Sociedade Chilena de Ergonomia (SOCHERGO, 2009).


Francisco Rebelo


Francisco Rebelo
Departamento de Ergonomia,
Universidade Técnica de Lisboa, Portugal


Título da Palestra
Como a realidade virtual está mudando a experiência do usuário ao aprimorar as interfaces humanas

A metodologia da Experiência do Usuário (UX em inglês) é uma das melhores formas de avaliar e/ou otimizar a interface humana. No entanto, a UX pode ser de implementação difícil em algumas situações, principalmente devido aos custos financeiros e de tempo, inerentes à produção de protótipos físicos. Além disso, a segurança humana e/ou questões éticas, as quais podem ser associadas à natureza da própria interação, levantam outras grandes limitações que restringem as metodologias comumente usadas na UX. Nesta palestra discutirimos as potencialidades da Realidade Virtual para aprimorar a UX, e assim permitir uma maior eficácia na otimização de interfaces tecnológicas humanas.


Currículo Resumido

Francisco Rebelo formou-se em ergonomia em (1988) e fez o doutorado (1996) em Ergonomia pela Universidade Técnica de Lisboa. A partir de 1990 foi membro do corpo docente do Departamento de Ergonomia nesta Universidade, e agora é Professor Associado. Chefia o Laboratório de Ergonomia na mesma. Francisco Rebelo é um ergonomista certificado europeu e o representante de Portugal do Centro de Cadastramento de Ergonomistas Europeus.

Seus principais interesses de pesquisa focam a usabilidade e as metodologias de design ergonômico, a fim de melhorar o bem-estar e segurança dos seres humanos bem como a eficiência do sistema. Nesta área é responsável por vários projetos de pesquisa, financiados pela Comunidade Européia, o Governo Português e outras empresas multinacionais.


Frida Marina Fischer



Frida Marina Fischer
Departamento de Saúde Ambiental, Escola de Saúde Pública,
Universidade de São Paulo, Brasil


Título da Palestra
Jovens no trabalho: desafios para um futuro sustentável

"Trinta e quatro milhões de jovens com um emprego digno e produtivo constroem o progresso". Este é o título de um livro recente publicado pela Organização Internacional do Trabalho sobre o trabalho decente e jovens brasileiros (OIT, 2009). Em 2008, havia na América Latina 44.3 milhões de jovens estudantes e entre estes, 12,6 milhões estavam estudando e trabalhando (OIT, 2010).

O trabalho fornece aos adolescentes benefícios, tais como qualificação profissional, renda familiar, independência financeira parcial, e os sentimentos de responsabilidade. No entanto, a literatura mostra conseqüências negativas de uma entrada precoce no mercado de trabalho.

Doenças relacionadas ao trabalho e acidentes de trabalho resultantes das atividades realizadas no trabalho por adolescentes são bastante significativas. Uma série de estudos já evidenciou os efeitos negativos de combinar o trabalho com a escolaridade sobre o ciclo sono-vigília de adolescentes. Estes estudos sugeriram que o trabalho está associado a altos níveis de sintomas de fadiga, sonolência no trabalho e na escola. Estudantes que trabalham relataram ter dificuldade em manter a atenção, ter tempo insuficiente para fazer tarefas de casa e tempo restrito para se envolver em atividades sociais e extracurriculares. Mudanças nos estilos de vida são também descritas, tais como aumento da ingestão de bebidas cafeinadas, redução de atividades físicas e hábitos alimentares ruins.

Os problemas acima mencionados associados aos adolescentes no trabalho são uma questão complexa que deve ser abordada pelas autoridades, agências não-governamentais e pelo setor privado. O governo e o setor privado podem oferecer aos adolescentes empregos de meio expediente, considerando que tal abordagem reduziria o deficit de sono e promoveria a aprendizagem. Os alunos teriam a oportunidade de ser capacitados e de aprender uma profissão e, ao mesmo tempo, realizariam atividades educativas. Sob tal regime, as noites poderiam ser dedicadas ao lazer e descanso, ao invés de frequentar a escola.

Um futuro sustentável tem de incluir equidade para os adolescentes no trabalho. Essa meta pode ser alcançada com a formação profissional, um acesso formal ao trabalho e ao trabalho saudável. Este último deve abraçar aspectos ergonômicos das atividades de trabalho, a organização do trabalho, incluindo a organização da jornada, a conciliação entre trabalho e o tempo de estudo.


Currículo Resumido

Frida Marina Fischer é Professora Titular do Departamento de Saúde Ambiental, Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Brasil. Ela possui um BSc em Ciências Biológicas, Especialização em Saúde Pública e Ergonomia, Mestrado e Doutorado em Saúde Pública e Saúde Ambiental pela Universidade de São Paulo. Estudos de pós-doutourado foram realizados no Instituto de Saúde Ocupacional (Dortmund, Alemanha).

Dr. Fischer é ergonomista certificada pela Associação Brasileira de Ergonomia, e presidente do Conselho Científico da Sociedade Brasileira de Ergonomia. Ela preside a Sub-Comissão Científica da Organização do Trabalho da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho. Ela também é a atual presidente da Sociedade de Tempo de Trabalho e da Sub-Comissão para Turnos e Tempo de trabalho.

Seus interesses principais sobre o ensino e a pesquisa são: ergonomia, organização de trabalho, trabalho à noite e em turnos, envelhecimento precoce, o trabalho de adolescentes e trabalho infantil. Ela colabora com instituições públicas que prestam serviços de consultoria na área de saúde ocupacional.

Dr. Fischer é uma editora associada do Journal of Public Health (Revista de Saúde Pública). Ela também é membro do conselho consultivo internacional do Jornal de Psicologia da Saúde Ocupacional e revisora ad hoc de Revistas nacionais e internacionais, bem como agências de pesquisa. Ela já publicou 111 manuscritos, 24 capítulos de livros e 10 livros. Dr. Fischer é Bolsista do Conselho Nacional do Brasil para Pesquisa- CNPq, nível IB.


Jan Dul



Jan Dul
Escola de Administração de Rotterdam,
Universidade Erasmus, Holanda


Título da Palestra
O futuro da ergonomia

Em dezembro de 2010, a IEA criou um comitê consultivo sobre o futuro da ergonomia. O objetivo da comissão era formular um documento de posição sobre o futuro da disciplina de ergonomia.

O comitê é composto por oito ergonomistas experientes, que oferecerão a sua visão combinada sobre o futuro da ergonomia, com base em experiências individuais e intensas discussões, e com base em contribuições de muitas pessoas de dentro e de fora da disciplina de ergonomia no mundo inteiro. Esta visão pode ser usada por organizações (incluindo a AIE) e indivíduos para repensarem suas estratégias, táticas e operações dentro de seus próprios contextos.

No momento de redigir este resumo um documento está sendo elaborado com base nas contribuições submetidas por mais de 50 ergonomistas em todo o mundo. Depois de outras rodadas de consultas e discussões, inclusive com pessoas de fora da disciplina de ergonomia, um documento da posição final estará a disposição na IEA2012.

Durante a apresentação da palestra os destaques do documento da posição serão apresentados, expressando as opiniões do comitê sobre os grandes desenvolvimentos no mundo que são relevantes para a ergonomia, a identidade exigida e o valor primordial da disciplina de ergonomia afim de se alinhar a estes desenvolvimentos, a direção estratégica necessária para um futuro sustentável da ergonomia, e possíveis consequências para as organizações de ergonomia e indivíduos.

Os membros do Comitê sobre o Futuro da Ergonomia são Jan Dul (presidente, Holanda), Ralph Bruder (Alemanha), Peter Buckle (UK), Pascale Carayon (EUA), Pierre Falzon (França), Bill Marras (EUA) e John Wilson (Reino Unido). Bas van der Doelen (Holanda) é o secretário.


Currículo Resumido

Jan Dul é professor de Tecnologia e Fatores Humanos na Rotterdam School of Management, Universidade Erasmus, na Holanda. Ele está atuando há mais de 30 anos na Ergonomia como pesquisador, professor e consultor e publicou mais de 150 artigos acadêmicas e profissionais. Ele é o autor de vários livros incluindo o best-seller "Ergonomia para Iniciantes" (3ª Edição em Inglês de 2008), traduzido em várias línguas. Jan Dul já foi membro do Comitê Executivo da Associação Internacional de Ergonomia (IEA), e membro do conselho da Federação das Sociedades de Ergonomia na Europa (FEES, em inglês). Ele também foi membro e presidente de vários comitês europeus (CEN) e internacionais (ISO) de padronização da ergonomia. Atualmente ele é presidente do Comitê sobre o Futuro da Ergonomia da IEA. Os interesses de pesquisa de Jan incluem o encaixamento de ergonomia nos negócios, a ergonomia e o desempenho dos negócios, ambientes de trabalho para a criatividade e inovação dos funcionários, e da metodologia de estudo de caso.


Kapila Jayaratne


Kapila Jayaratne
Médico Consultor de Medicina Comunitária,
Bureau de Saúde Familiar, Ministério da Saúde, Sri Lanka


Título da Palestra
Implementando a cultura ergonômica em países em desenvolvimento: iniciativa nacional para uma mochila escolar saudável no Sri Lanka

O Sri Lanka é um país em desenvolvimento industrial ostentando melhorias nos índices de saúde em pé de igualdade com os países industrialmente desenvolvidos. Para otimizar a compatibilidade entre a população de usuários e o ambiente operacional, uma perspectiva ergonômica é essencial. A escola constitui um ambiente importante para a criança no qual a "produtividade" em termos de atingir níveis educaionais esperados é de primordial importância para a criança, a família e o país como um todo.

Um estudo transversal dentro de uma escola foi realizado em um bairro no Sri Lanka para avaliar a situação a respeito dos fatores ergonômicos do ambiente educacional escolar e sua influência sobre os resultados negativos para a saúde entre os alunos. Uma amostra de 1607 alunos da 6a, 7a e 8a séries foram selecionados de 55 escolas usando um método estratificado de amostragem por conglomerado (clusters) de múltiplos estágios.

O estudo revelou a necessidade de grandes melhorias em vários parâmetros de ergonomia dentro das salas de aula. As observações incluíram: a necessidade de melhorar a disposição das cadeiras com relação à localização do quadro-negro e para fazer com que a combinação de cadeira e mesa seja ergonomicamente ideal. Notou-se que os estudantes carregavam mochilas pesadas de maneira não saudável e que as mesmas não foram ergonomicamente modeladas.

As crianças perceberam um cansaço geral grave e relataram desconforto relacionado ao carregar da sua mochila. Muitas crianças relataram dor músculo-esquelética, sendo que um terço sofria de dores recorrentes. Inadequações ergonômicas foram identificadas como fatores de risco de dor músculo-esquelética recorrente. Evidenciou-se que uma menor proporção de crianças tinha desvio lateral significativo da coluna vertebral.

Os achados da pesquisa exigiram a identificação de áreas prioritárias e a formulação de soluções viáveis com o envolvimento dos principais intervenientes. Temas relacionados à mochila foram reconhecidos como grandes preocupações. Soluções foram contempladas como: estratégias para a redução do peso da mochila; a introdução de uma mochila projetada como modelo saudável e a "mudança de comportamento da mochila". Os resultados foram divulgados através da mídia local e em fóruns internacionais para compartilhar e atualizar evidências de boas práticas. O apoio dos decisores sobre a política, ministros, funcionários administrativos, gerentes de programas de saúde e profissionais dos cuidados de saúde tanto no setor da saúde quanto no setor da educação, desempenharam um papel crucial. O compartilhamento dos resultados da pesquisa e das recomendações com o Ministério da Educação (MoE) estimulou pesquisas adicionais por parte do MoE na maior exploração de estratégias para tornar a mochila mais leve. Os livros didáticos foram divididos em vários volumes. O tamanho de cadernos de exercício foi limitado a 80 páginas. A mochila saudável foi modelada pelo investigador principal, de acordo com padrões ergonômicos. O Sri Lanka Standards Institute foi consultado para a garantia da qualidade física. Fabricantes de mochilas foram cadastrados e orientados sobre os critérios a serem completamente cumpridos na fabricação de uma "mochila saudável".

Um comitê de regulamentação para mochilas foi criado para monitorar a implementação da campanha nacional da mochila saudável. Amostras de mochilas dos fabricantes das mesmas foram avaliadas pelo comite de regulamentação, e as mochilas em conformidade com os padrões saudáveis foram premiadas com um logotipo de "mochila saudável" certificado pelo Ministério da Educação. Mochilas escolares saudáveis foram introduzidas a nível nacional no início do ano letivo de 2011.

Crianças, pais e professores foram conscientizadas através da mídia de massa, folhetos e em exposições sobre uma mochila saudável e o comportamento de uma mochila. Quase quatro milhões de crianças em idade escolar serão os beneficiários deste projeto. Além de promover um ambiente escolar saudável para a criança, este trabalho visou inculcar uma cultura ergonômica num país onde é bem provável que o desenvolvimento industrial ocupará um lugar importante no cenário de desenvolvimento.


Currículo Resumido

Dr. Kapila Jayaratne é médico especializado em saúde pública e saúde da criança. Ele possui mestrado e doutorado em Medicina Comunitária pela Universidade de Colombo, Sri Lanka e teve a formação de pós-doutorado na Universidade de Melbourne, na Austrália.

Ele atualmente dirige o Programa Nacional de Mortalidade Materna e Infantil e Vigilância Morbidade nos Serviços de Saúde da Família do Ministério da Saúde do Sri Lanka. Dr. Jayaratne é autor de vários estudos sobre fatores ergonômicos no ambiente escolar e sua influência na saúde das crianças em idade escolar. Nestes estudos, ele avaliou o problema de mochilas transportadas por crianças. Ele projetou um modelo saudável de uma mochila, de acordo com padrões ergonômicos, o que resultou em uma campanha nacional, a partir do ano de 2011, para popularizar e adotar este modelo no Sri Lanka. Esta iniciativa beneficiou cerca de quatro milhões de crianças.

Dr. Jayaratne foi responsável por diversos programas sobre ergonomia para crianças divulgados na mídia de massa impressa e eletrônica. Ele também contribuiu para as Diretrizes em Unidades de Saúde Ambiental da Criança para a Organização Mundial da Saúde. Dr. Jayaratne é o coordenador da Campanha Nacional “Mochila escolar saudável e também a presidente da Comissão de Trabalho sobre o Desenvolvimento de Padrões para mochilas do Instituto de Normatização do Sri Lanka.


Kazutaka Kogi


Kazutaka Kogi
Instituto para a Ciência de Trabalho, Kawasaki, Japão
Presidente da Comitê Internacional de Saúde Ocupacional (ICOH)


Título da Palestra
Caminhos práticos para facilitar melhorias ergonômicas na prática da saúde ocupacional

As melhorias ergonômicas de condições de trabalho estão desempenhando um papel importante na prática da saúde ocupacional. É necessário promover melhorias ergonômicas práticas nas situações de trabalho que estão diversificando-se. Experiências recentes confirmam que, ao facilitar melhorias ergonomicamente corretas, um progresso concreto pode ser feito no sentido de prevenir doenças relacionadas ao trabalho e reduzir o estresse de trabalho em situações variadas. Inúmeras melhorias são relatadas decorrentes da prática de saúde ocupacional com relação ao manuseio de materiais, ao design de postos de trabalho, ao ambiente físico, às instalações de bem-estar e a organização do trabalho.

Ao facilitar melhorias ergonômicas no local de trabalho, é importante focalizar (a) no crescimento de boas práticas locais que podem aprimorar a produtividade a saúde e a segurança dos trabalhadores, (b) nas melhorias práticas e simples que aplicam princípios básicos de ergonomia em múltiplos aspectos e (c) na provisão de conjuntos de ferramentas orientados ao trabalho para uso direto pelos trabalhadores e gestores.

É útil promover o design localizado de tais conjuntos de ferramentas (toolkits), incluindo bons exemplos locais, listas de verificação de ação e guias tipo como fazer. Exemplos de toolkits práticos são amplamente difundidos em abordagens participativas que respondem as necessidades locais em cada situação de trabalho. Sugere-se que uma troca de resultados positivos decorrentes destas abordagens através de redes internacionais seja promovida. É essencial que a ergonomia e instituições e grupos de saúde ocupacional colaborem no intuito de apoiar esta rede de contatos internacionais.


Currículo Resumido

Kazutaka Kogi é Conselheiro de Pesquisa do Instituto de Ciência do Trabalho em Kawasaki e atua em saúde ocupacional e na ergonomia a nível internacional. Depois de se formar pela Faculdade de Medicina da Universidade de Tokyo em 1957, ele realizou pesquisas aplicadas neste instituto até 1983, quando entrou na OIT como Conselheiro Regional para a Ásia e o Pacífico. No período de 1988 até 1993, ele trabalhou na OIT em Genebra, como Chefe da Divisão da Segurança e Saúde Ocupacional e Diretor do Departamento de Condições de Trabalho e do Meio Ambiente. Serviu como Diretor do Instituto de Ciência do Trabalho, durante o período de 1993 até 1999. Atualmente é Presidente da Comissão Internacional de Saúde Ocupacional (ICOH, em inglês). Seu principal interesse é em ergonomia participativa para melhorar a saúde no trabalho.


Kurt Landau




Kurt Landau
Universidade Darmstadt de Tecnologia, Alemanha

Título da Palestra
Gerenciamento da idade ativa

A maioria dos países industrializados encontra-se atualmente confrontado com um quadro de pessoal que está envelhecendo, situação que, no entanto, tornar-se-à ainda mais acentuada nos próximos anos. Um número decrescente de alunos e estudantes poderá levar a menores "novos conhecimentos"disponíveis nas empresas, resultando na diminuição da capacidade de ímpeto e inovação. Até agora, o "Envelhecimento Ativo" tem sido tratado principalmente a partir da perspectiva da psicologia do trabalho e política de recursos humanos. Portanto, a tendência de fazer face à estruturação concreta do trabalho técnico-ergonômico tende ser a exceção. Existem apenas algumas "histórias de sucesso" de empresas que vão além de questões comuns, como "aparelhos auxiliares de levantamento de peso" ou "equipes de idade mista".

Incentivar as capacidades de desempenho e de motivação no trabalho é na verdade um objetivo permanente de todos os gestores de recursos humanos. Nesse respeito, não é um novo desafio que vem surgindo como resultado da evolução demográfica. O que é novo, por outro lado, é o significado central e a necessidade agora ligada a estes objetivos com relação aos funcionários que estão envelhecendo e cujas capacidades de desempenho estão mudando. Enquanto que até agora foi possível seguir a estratégia, em alguns casos, substituição de empregados que apresentam diminuição do desempenho e motivação no trabalho por funcionários mais jovens, isso vem se tornando cada vez mais difícil simplesmente devido ao declínio da "reserva" de jovens.

Já foi provado - particularmente em estudos longitudinais finlandeses - que, estatisticamente falando, a capacidade de trabalhar não é baseada na idade, mas sim que estabiliza-se com o avanço da idade e, em alguns casos, até aumenta. Todas estas diferenças inter-individuais implicam que medidas adequadas do desenho de trabalho devem ser planejadas, particularmente para o empregado mais velho, o que ajudará a equilibrar eventuais deficiências. Em princípio, portanto, um sistema operacional de gerenciamento de idade precisa ser desenvolvido. Não só devem todas as medidas de promoção da saúde operacional ser utilizadas, mas os processos de trabalho devem ser melhorados pró-ativamente (e não corretivamente). Isso exige que a gestão e os especialistas nas áreas de gestão dos recursos humanos, trabalho e segurança de saúde além dos gerentes de linha devem ser capacitados nas técnicas de gerenciamento de idade. Estas ações de capacitação permitirão que as trajetórias individuais e flexíveis de trabalho de pessoas idosas sejam apoiadas. O gerenciamento de idade ativa inclui:

  1. Estabelecimento do nível atual de desempenho dos trabalhadores mais velhos e comparação com os níveis padrões de desempenho esperados pelas empresas.
  2. Desenvolvimento de quaisquer melhorias necessárias no design ergonômico de modo a poder usar o empregado de forma adequada para o desempenho e expectativas.
  3. Treinamentos de processos problemáticos de trabalho nos lugares modelo de trabalho sob medida da indústria relevante, para que os déficits relacionados ao envelhecimento possamm ser (em parte) compensados (denominado re-adequação ao trabalho, work hardening en inglês)
  4. Um sistema operacional de alerta precoce para a estruturação do trabalho apropriado à idade deve identificar o mais cedo possível quaisquer riscos potenciais à saúde entre os empregados que estão envelhecendo.

Currículo Resumido

Professor Landau, nascido em 1947, estudou Engenharia Mecânica e Industrial na Universidade Darmstadt de Tecnologia e completou seu doutorado (Dr.-Ingenieur), na mesma instituição, em 1978.

Trabalhou de 1971 a 1974 como analista de sistemas na França (Universidade de Grenoble) e na Suíça (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, CERN, em francês), e em seguida passou cinco anos como chefe de ergonomia e do departamento internacional na Associação REFA, onde atuou principalmente na área de consultoria internacional.

Após este período, trabalhou por 12 anos como professor da Universidade de Stuttgart. Posteriormente, o professor Landau chefiou o Instituto de Ergonomia da Universidade Darmstadt de Tecnologia 1995-2005.

Professor Landau foi presidente - e duas vezes vice-presidente - da Associação Germânica de Ergonomia Gesellschaft für Arbeitswissenschaft, é editor da revista de ergonomia Zeitschrift für Arbeitswissenschaft e membro do conselho editorial de várias revistas internacionais de ergonomia. Além disso, é membro do Conselho de Revisão para a Engenharia de Sistemas da Fundação Alemã de Pesquisa (Deutsche Forschungsgemeinschaft, DFG). Em 2007 foi homenageado pela Associação Internacional de Ergonomia.

Professor Landau publicou cerca de 400 artigos em períodicos e livros, incluindo duas enciclopédias sobre a ergonomia e medicina ocupacional.


Najmedin Meshkati


Najmedin Meshkati
Escola de Engenharia Viterbi, Universidade da Califórnia do Sul, EUA

Título da Palestra
A micro e a macroergonomia em acidentes tecnológicos complexos de grandes proporções: do acidente na usina de Three Mile Island em 1979, até o acidente da British Petroleum em 2010

Uma característica comum das instalações tecnológicas complexas e de larga escala como fábricas de processamento químico, refinarias, sistemas de conversão e geração de energia (por exemplo, usinas movidas por combustível fóssil ou nuclear, termo-elétricas, instalações de processamento de gás), prospecção de petróleo no mar (off-shore) para plataformas de produção, é que grandes quantidades de materiais potencialmente perigosos, inflamáveis, combustíveis ou pressurizados estão concentrados e processados em sites únicos sob o controle centralizado de poucos operadores. Os efeitos de erro humano nestas instalações não são muitas vezes observáveis nem reversíveis. Conseqüentemente, a remediação de erro é tarde demais ou impossível. Colapsos catastróficos destes sistemas, causados por pessoas ou causas naturais, constituem ameaças graves e conseqüências sanitárias e ambientais duradouras para os trabalhadores na instalação, para o público local, e, possivelmente, para a região vizinha e o país inteiro. Atestando estas possibildades estão os acidentes na usina nuclear de Three Mile Island (nos EUA, 1979), a fábrica de processamento químico de Bhopal (na Índia, 1984), a usina nuclear de Chernobyl (na Ucrânia, 1986) e a plataforma no mar BP Deepwater Horizon (nos EUA, 2010). O acidente de Chernobyl demonstrou, pela primeira vez, que os efeitos de qualquer acidente nuclear não seriam limitados localmente, mas sim se alastrariam para os países vizinhos e teriam conseqüências globais. A precipitação radioativa resultante de Chernobyl foi detectada em todo o mundo, da Finlândia à África do Sul. Especificamente, os europeus, além de preocupações sérias com a saúde, tiveram de lidar com prejuizos econômicos significativos e consequências ambientais sérias e duradouras. Este fenômeno já foi descrito sucintamente como um acidente nuclear em qualquer lugar é um acidente nuclear em todos os lugares.

Para o futuro previsível, apesar de níveis crescentes de informatização e automação, os operadores humanos continuarão a estar encarregados pelo controle e monitoramento do dia-a-dia destes sistemas. Assim, a operação segura e eficiente destes sistemas sociotécnicos é uma função das interações entre humanos (ou seja, pessoal e organizacional) e subsistemas criados pela engenharia. A lógica subjacente e o objetivo principal deste discurso é destacar e demonstrar os efeitos críticos dos fatores micro- e macro-ergonômicos na segurança dos sistemas socio-técnicos, complexos, perigosos e de grande escala. Isto realiza-se através da análise de quatro bem conhecidos acidentes em tais sistemas - Three Mile Island (TMI), Bhopal, Chernobyl e BP Horizon Deepwater. Além disso, ao integrar as causas mais comuns destes três acidentes, a um quadro de política e/ou diretriz facilitando a adesão àqueles fatores identificados que garantem a segurança é sugerida.


Currículo Resumido

Dr. Najmedin (Najm) Meshkati, PhD, CPE é um professor (titular) de Engenharia Civil/Ambiental e Professor de Engenharia Industrial e de Sistemas na Escola de Engenharia Viterbi, Universidade da Califórnia do Sul (USC). Ele foi Jefferson Science Fellow e Conselheiro Senior de Ciência e Engenharia, Gabinete do Conselheiro de Ciência e Tecnologia para o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Washington, DC (2009-2010). Ele é membro da Academia Nacional de Engenharia/ Conselho Nacional de Pesquisa sobre a Análise das Causas da Explosão Incêndio, e do Derramamento de Óleo da plataforma Deepwater Horizon, visando a Identificação de Medidas para Evitar Acidentes Semelhantes no Futuro (2010-2011).

Nos últimos 25 anos, ele tem ensinado e conduzido pesquisas sobre a redução de riscos e a melhoria da confiabilidade de sistemas tecnológicos complexos, incluindo as indústrias de energia nuclear, aviação, petroquímica e transporte. Ele já escreveu muitos artigos sobre fatores humanos, cultura de segurança e as causas de acidentes. Além disso, Dr. Meshkati já inspeccionou muitas usinas petroquímicas e de energia nuclear em todo o mundo, incluindo o de Chernobyl, em 1997. Ele trabalhou com o Conselho para a Investigação de Segurança e Riscos Químicos dos EUA como consultor especialista em fatores humanos e na cultura de segurança, sobre a investigação da explosão na refinaria da BP em Texas City (2005), e também atuou como membro do Comitê do Conselho Nacional de Pesquisa (NRC em inglês) sobre a Performance Humana, Sistemas Organizacionais e de Segurança Marítima. Ele também atuou como membro da Subcomissão do Conselho Maritimo do NRC sobre Estratégias Coordenadas de P & D para a Performance Humana Melhorar as Operações e Segurança Marítimas.

Ele foi eleito Fellow da Sociedade de Fatores Humanos e Ergonomia, e Fellow da Faculdade AT&T em Ecologia Industrial, Bolsista da Faculdade NASA (Laboratório para a Proplusão a Jato, 2003 e 2004), e recebeu o Prêmio Jovem Investigador Presidencial da Fundação Nacional das Ciências (NSF, em inglês) em 1989. Recebeu o Prêmio Ergonomia da Transferência de Tecnologia da Associação Internacional de Ergonomia (IEA) em 2000, e também foi vencedor em 2007 do Prêmio Extra-Mural Oliver Keith Hansen oferecido pela Sociedade de Americana de Fatores Humanos e Ergonomia (HFES, em inglês). Também foi homenageado pela HFES por seus "esforços acadêmicos sobre os fatores humanos dos sistemas tecnológicos complexos de larga escala."

Como Presidente do "Grupo de Especialistas" da IEA, o professor Meshkati coordenou os esforços internacionais que culminaram na publicação do livro Pontos de Verificação Ergonómica da Organização Internacional do Trabalho (ILO, em inglês) das Nações Unidas em 1996, e para o qual ele recebeu em 1997 o certificado de reconhecimento do IEA em virtude do seu papel e contribuição. Este livro já foi traduzido e publicado em árabe, Bahasa Indonésia, chinês, farsi, francês, japonês, coreano, polonês, português, espanhol e tailandês. A segunda edição atualizada deste livro foi recentemente publicada pela ILO e IEA.

O professor Meshkati graduou-se simultaneamente como BSc em Engenharia Industrial e um BA em Ciências Políticas em 1976, da Universidade de Tecnologia de Sharif (Arya-Meher) e da Universidade de Shahid Beheshti (Universidade Nacional do Irã), respectivamente; MSc em Gestão de Engenharia, em 1978, e PhD em Engenharia Industrial e Sistemas em 1983 pela USC. Ele é Ergonomista Profisional Certificado.


William S. Marras


William S. Marras
Professor da Cadeira Honda e Diretor, Laboratório de Biodinâmica, Instituto para Ergonomia, Universidade do Estado de Ohio, EUA

Título da Palestra
Desvendando o sistema multivariado das causas dos distúrbios na região lombar inferior relacionadas ao trabalho

Os custos crescentes dos cuidados com a saúde associados aos distúrbios músculo-esqueléticos relacionados ao trabalho em muitos países industrializados tem implicações sérias para o desenvolvimento de sistemas sustentáveis. O elemento humano em um sistema sustentável não deve ser esquecido, uma vez que um projeto inadequado para o ser humano pode ter implicações em termos de custos de cuidados a saúde, os custos de substituição do trabalhador, os custos de treinamento, as taxas de erro e qualidade do produto. De todas as lesões músculo-esqueléticas associadas ao trabalho, distúrbios lombares inferiores (LBDs, em inglês) são tipicamente os mais caros e podem evidenciar-se como as doenças mais debilitantes que causam impacto ao sistema. Somente através da compreensão dos caminhos causais associados a problemas da região lombar inferior podemos controlar eficazmente o risco associado aos ambientes de trabalho.

Ao longo da última década tornou-se claro que a saúde e o risco para a região lombar inferior devem ser vistos como um sistema complexo. Muito já foi escrito sobre as associações entre LBDs e fatores de trabalho físico, fatores psicossociais, fatores organizacionais, a genética, o comportamento, o estado psicológico, o estado bioquímico, a antropometria, bem como a personalidade. Para a maior parte, estes fatores de risco foram investigados de forma independentemente um do outro e muitos já afirmaram fortes relações entre cada fator de risco e os LBDs. Vários estudos diferentes já afirmaram que alguns fatores de risco extremamente diferentes explicam a maioria esmagadora da variação de risco. Como é que todas essas relações independentes de risco entre os fatores de riscos muito diferentes podem cada uma estar correta? Não podem de jeito nehum. A literatura atual sugere que estes fatores de risco não são independentes. De fato, parece haver uma grande quantidade de interações entre as diversas categorias de fatores de risco. Fatores de risco podem interagir para intensificar o risco e podem compensar um ao outro para mediar risco. Assim, a fim de controlar o risco referente ao trabalho e relacionado a região lombar, devido ao trabalho é necessário entender como o sistema de trabalho e os fatores de risco de não-trabalho interagem uns com os outros. Desta forma é possível entender quais fatores podem ser controlados e quais são imutáveis, mas isto deve ser considerado através do design do local de trabalho.

A fim de fazer sentido das interações complexas entre fatores de risco é absolutamente necessário medir com precisão o impacto dos efeitos de diversos fatores de risco sobre o sistema músculo-esquelético da região lombar inferior. Se uma medida quantitativa pode aferir o impacto de um fator sobre o sistema, então pode-se compreender as interações e os trade-offs entre os fatores. Usando técnicas de avaliação quantitativa, essa análise irá prpor um meio pelo qual vários esforços de pesquisa podem adotar uma medida comum no intuíto de melhor compreender como os vários fatores de risco interagem uns com os outros. Através desta abordagem acredita-se que será possível definir os ingredientes necessários para a ótima saúde da região lombar inferior e o bem-estar no trabalho.


Currículo Resumido

William S. Marras é professor universitário e ocupa a Cadeira Apoiada pela Honda no Departamento de Engenharia de Sistemas Integrados na Universidade do Estado de Ohio. Ele atua como diretor do Laboratório de Biodinâmica, do Centro de Saúde Ocupacional na fabricação de automóveis e é Diretor Executivo do Instituto para Ergonomia. Dr. Marras também ocupa cargos nos Departamentos de Cirurgia Ortopédica, Medicina Física e Engenharia Biomédica. Sua pesquisa está centrada em questões biomecânicas ocupacionais incluindo estudos epidemiológicos biomédicos no lugar de trabalho, estudos biomédicos no laboratório, modelagem matemática, e estudos clínicos das costas e coluna vertebral. Seus achados foram publicados em cerca de 200 artigos de revistas revisados por pares e inúmeros livros e capítulos de livros, incluindo um livro recente intitulado "As costas no Trabalho; Uma visão sistémica” (The Working Back: A systems view). Ele possui o título de Bolsista (Fellow) em cinco sociedades profissionais e já foi homenageado por suas contribuições através de inúmeros prêmios nacionais e internacionais. O professor Marras atualmente atua como presidente do Conselho de Integração de Sistemas Humanos do Conselho Nacional de Pesquisa e foi eleito para a Academia Nacional de Engenharia.

Programa IEA 2012 de dia para dia

No link abaixo, para um arquivo PDF, encontrará o Programa IEA 2012 de dia para dia [atualizado a 4 de Fevereiro].

PDF File  Programa IEA 2012 de dia para dia

Componentes do Programa do Congresso



Workshops

O Congresso oferecerá diversos workshops (mini-cursos) com os mais conhecidos e renomados ergonomistas do mundo palestrando sobre temas relevantes e interessantes dentro da área da ergonomia. Além do conhecimento adquirido na palestra esta será uma oportunidade única para conhecer e contactar estes pesquisadores/professores de renome mundial.

Cada workshop terá a duração de quatro horas. Os participantes deverão fazer a sua inscrição independente da inscrição no congresso. Haverá uma taxa para a inscrição nos workshops. O pagamento deverá ser realizado via o website do Congresso e as vagas serão limitadas, desta forma recomendamos a inscrição o mais breve possível.

Programa IEA 2012 para Workshops

No link abaixo, para um arquivo PDF, encontrará o Programa IEA 2012 para Workshops.

PDF File  Programa IEA 2012 para Workshops

Informação sobre os Workshops

PDF File  Workshop #13 - Georg Samaras

Sessões Paralelas e Posters

De segunda a quinta-feira serão apresentadas onze tipos de Sessões Paralelas e Onze Sessões de Posters. Haverá três Sessões Paralelas todos os dias, com exceção da quinta-feira quando haverá somente duas.

Simpósios

O Congresso irá oferecer vários Simposíos que é composto de várias sessões voltadas para um tema específico, tanto científico, como técnicos ou uma mistura de ambos.

Reuniões Especiais

São incluídas aqui as reuniões dos Comitês da IEA, Reuniões de Comitês Técnicos, Associações, Reuniões da ISO, etc.

Sessões Especiais

As Sessões Especiais compreendem mesas-redondas, Sessões Interativas (atividades participativas) e outras.

Em adição as tradicionais Sessões Técnicas ou Simpósios que serão apresentadas diariamente, as Sessões Interativas serão organizadas para permitir aos participantes, de número limitado, a possibilidade de se envolver em atividades participativas. As sessões serão compostas de "ergonomia na prática".

Estudos de Caso em Empresas

Esta é a primeira vez que os Congressos da IEA convidam empresas, laboratórios ou grupos de pesquisa para apresentar as suas histórias de sucesso numa sessão específica no congresso.

Estas sessões tem o objetivo de atrair profissionais a fim de demonstrar a importância e eficiência da ergonomia na solução de problemas da interface ser humano x tarefa x máquina.

Atividades Culturais

Cada noite, após o término da palestra do dia [Sessão Plenária], uma atração típica do carnava pernambucano irá se apresentar. Os grupos irão apresentar ritmos como maracatú, caboclinho e frevo no pátio do Centro de Convenções. Os participantes terão a oportunidade de dançar juntar aos grupos, finalizando um dia de trabalho bastante produtivo com muita alegria.

Objetivos do Congresso

O IEA 2012 tem por objetivo a interação entre a pesquisa e a aplicação da ergonomia, particularmente a interação entre a teoria e a prática desenvolvida pelas universidades, empresas, cientistas, engenheiros e gerentes. Diante disto, são bem-vindos estudos de casos e experiências práticas realizadas por profissionais. Um foco na prática pode responder as seguintes questões:

  • Os resultados das pesquisas científicas são aplicáveis na prática?
  • Quais são as dificuldades para a sua implementação?
  • Quais conhecimentos estão faltando? Qual pesquisa é necessária?
  • Qual metodologia é usada pela empresa e profissionais para a análise da tarefa, avaliação da carga de trabalho, projeto de alocação das tarefas, implementação e avaliação dos resultados.
  • Quais experiências práticas relacionadas a participação dos usuários que podem ser relatadas?

Áreas de Interesse

A programação do evento inclui a apresentação de artigos através de Sessões Técnicas, Simpósios com apresentação de artigos, posters e workshops/mini-cursos com renomados pesquisadores internacionais em todas as áreas da ergonomia.

Isto inclui, particularmente, as áreas da Saúde e Segurança do Trabalho, Gerenciamento e Projeto Organizacionam (ODAM), Projeto Participativo, Educação e Certificação, Competência em Ergonomia, Novas Tecnologias, tópicos de gerenciamente e assim por diante.

Também serão dadas inteira atenção as aplicações do conhecimento e da pesquisa em ergonomia.

Atividades Especiais

O Gerente do Congresso [Sr. Paulo Menezes] é a pessoa de contato para todos aqueles que queiram organizar atividades especiais durante o congresso, incluindo as sociedades federadas da IEA, Comitês Técnicos, grupos de pesquisa, etc.

Mais informações podem ser obtidas diretamente através do formulário de contato na página Contacte-nos.